Eu gosto dele, é jovem, tem a idade de minha filha e estar com ele é ter a lembrança dela comigo por alguns minutos.
Ele é liso, escorregadio e esconde a realidade.Há temor e insegurança em sua postura, não sabe o que dizer pra fugir dos fatos.
Evita ser realista e utiliza do argumento que cada caso é diferente, há especificidades a serem consideradas. Tenta escapar das estatísticas. Me poupa ou tem receio de assumir posturas?
Mas ao mesmo tempo é ortodoxo e protocolar na hora de definir um novo tratamento, refugia-se no senso comum, desconsiderando totalmente a especificidade de cada indivíduo.
Não ousa, não há coragem, não amplia fronteiras e não enfrenta desafios, apenas faz o que sabe ou o que seus pares já fizeram.
Isto é cinismo, é o não comprometimento com seu paciente, é falta de empatia, de amparo e generosidade.
Ele não faz contato, ele vê e não toca com a alma.
Mereço isso de novo?

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