Hoje meu segundo filho faz quarenta e dois anos.
Um bebê lindo, sereno, doce e amoroso!
Uma vida difícil, muitas ausências, agressões, desprezo e tristezas!
Seu sentimento de abandono é imenso.
Busca consolo no esquecimento momentâneo.
Se ausentando por poucos minutos e ao retornar suas dores triplicam.
Que desespero deve sentir por optar pela potencialidade de sua dor?
Que solidão profunda o faz sucumbir regularmente ao precipício?
Torturo-me em não saber como curá-lo, mas me conforto em acreditar que sua caminhada é aprendizado.
Mas como ampara-lo além de suas necessidades e carências básicas?
Como aceitar e ficar serena com suas escolhas e consequências?
Só o amor incondicional nos salva!
Eu te amo meu amado filho e sempre serás a razão de minha vida!

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