segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Tiago


 Hoje meu segundo filho faz quarenta e dois anos.

Um bebê lindo, sereno, doce e amoroso!

Uma vida difícil,  muitas ausências,  agressões,  desprezo e tristezas!

Seu sentimento de abandono é imenso.

Busca consolo no esquecimento momentâneo. 

Se ausentando por poucos minutos e ao retornar suas dores triplicam.

Que desespero deve sentir por optar pela potencialidade de sua dor?

Que solidão profunda o faz sucumbir regularmente ao precipício?

Torturo-me em não saber como curá-lo, mas me conforto em acreditar que sua caminhada é aprendizado.

Mas como ampara-lo além de suas necessidades e carências básicas?

Como aceitar e ficar serena com suas escolhas e consequências?

Só o amor incondicional nos salva!

Eu te amo meu amado filho e sempre serás a razão de minha vida!


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