Chafurdo o passado
Meu vício
Procuro razões e porquês
De tanta limitação
Dificuldades diárias
De abrir janelas
Mostrar a carne
A alma e a desordem
Da caminhada exaurida
Para estampar o consenso
Junto ao espetáculo circense.
Ah se eu soubesse...
Dias e noites repensando
Como não sucumbir
À essa teima repetida
Um capricho belicoso
Que impede o regozijo
Mas o que fazer
Se o contentamento habita
No universo obscuro
Da mente, do corpo, do sentir
Sem sadismo nem tristeza
Meus hormônios já perdi
Sem eles resta-me a razão
O incessante refletir
Das partes do tempo
Do ontem, do hoje e do amanhã.

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