segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Pensar

 Chafurdo o passado

Meu vício 

Procuro razões e porquês 

De tanta limitação 

Dificuldades diárias 

De abrir janelas

Mostrar a carne

A alma e a desordem

Da caminhada exaurida

Para estampar o consenso

Junto ao espetáculo circense.

Ah se eu soubesse...

Dias e noites repensando 

Como não sucumbir

À essa teima repetida

Um capricho belicoso

Que impede o regozijo

Mas o que fazer

Se o contentamento habita

No universo obscuro

Da mente, do corpo, do sentir

Sem sadismo nem tristeza

Meus hormônios já perdi

Sem eles resta-me a razão 

O incessante refletir

Das partes do tempo

Do ontem, do hoje e do amanhã.




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