Quando minha morte for iminente, devem ser iniciados os cuidados paliativos e algumas decisões deverão assumir os que me são próximos.
Então:
Não desejo me submeter à ressuscitação cardiorrespiratória (RCP – um procedimento de emergência que restabelece a função cardíaca e pulmonar) para viver mais um fiozinho de vida.
Desejo ser hospitalizada ou usar um ventilador?
Quero falecer em casa? Pra isso é necessário que os familiares devam planejar, chamar um médico ou enfermeiro e ter os medicamentos em casa. Nada de dor!
Optarei pela cremação!
Se for possível permito a doação de órgãos e tecidos.
As práticas religiosas podem ser dispensadas.
Os sinais físicos característicos da morte são: a diminuição da consciência, os membros começam a esfriar e ganham uma coloração azulada ou com manchas, a respiração pode ficar irregular, as confusão e sonolência podem ocorrer nas últimas horas.
As secreções na garganta ou o relaxamento dos músculos da garganta provocam uma respiração ruidosa, denominada o estertor da morte. O ruído pode ser evitado ao mudar a posição do paciente, limitar a ingestão de líquidos ou usar medicamentos para secar as secreções. Esse tratamento tem como objetivo o conforto da família ou dos prestadores de cuidados, uma vez que os a respiração ruidosa ocorre quando o doente terminal já não tem consciência. O estertor da morte não provoca desconforto para a pessoa em estado terminal. Essa respiração pode continuar por horas e frequentemente significa que a morte ocorrerá em horas ou dias.
No momento da morte, pode acontecer que alguns músculos se contraiam e que o peito se mexa como se estivesse respirando. O coração pode ainda bater alguns minutos depois de se interromper a respiração e pode ocorrer uma breve convulsão. Os familiares poderão tocar, acariciar e abraçar ainda durante alguns momentos depois da morte.
Que eu parta na hora do lusco-fusco, durante a luminosidade crepuscular e que todos fiquem bem, estarei descansando e livre. Fiquemos na paz e na luz.

Nenhum comentário:
Postar um comentário