segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Às claras


 Vivo escutando que nós mesmos produzimos a doença. 

 Que nossas raivas e mágoas guardadas geram desequilíbrio celular, emocional, físico e espiritual.  

Fico pensando se sou má, raivosa, magoada e ressentida. 

No entanto percebo que pessoas adoecidas são as mais sensíveis e frágeis, que não suportam o peso e a dor da raiva e da mágoa, pessoas que não aceitam esses sentimentos dentro de si e sucumbem nesse duelo de proteger-se continuamente de energias sugadoras, de artimanhas manipulativas e da crueldade do mundo. 

Sim! Nós entregamos, cansados e exauridos da dor, da ira e do medo. 

Sim! Não aguentamos os jogos da vida e de lidar com a maldade escancarada ou escondida. Sim! Cansamos e nos entregamos à fúria do medo, do abandono, do egoísmo, da vaidade e do orgulho. 

Agora entendi, e agora aceito! Minha dor me machucou e escolhi não mais escondê-la!


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