Desde sempre percebi essa necessidade de equilibrar e estabilizar minhas dores e males.
Nasci num lar hostil e cheio de amarguras, onde o amor existia, mas era estranho, distante,
exigente e egóico.
Fiz escolhas suicidas,
difíceis, pesadas, inconscientes e inconsequentes.
Fruto do desamor, do
desespero, do caos interno?
Fui resgatada
por meio de um amor, aos 34 anos, ganhei uma oportunidade de aprender a amar.
Recebi um amor espontâneo, sincero, carinhoso, que ampara, acolhe, aquece,
toca, cuida e protege.
Mas eu já estava bem
machucada, dolorida e descrente, já estava impregnada em mim a desconfiança, o
medo, o desespero, a secura de um amor estéril.
Sobrevivi resistindo
mais alguns anos, para enfim me entregar ao cansaço, e adoecer profundamente.
Nada mais me restava, investi minha vida na sobrevivência e na felicidade dos filhos, porém eles estavam indo, indiferente de minha vontade e minhas forças, eles estavam seguindo seus destinos, infelizes e adoecidos.
Nada mais me restava, investi minha vida na sobrevivência e na felicidade dos filhos, porém eles estavam indo, indiferente de minha vontade e minhas forças, eles estavam seguindo seus destinos, infelizes e adoecidos.
Me entreguei, não mais
lutei, não mais acreditei numa virada milagrosa, desisti de viver!
Todos estavam infelizes! O que fazer? Nada podia!
Todos estavam infelizes! O que fazer? Nada podia!
É difícil
encontrar, entender, relaxar e se entregar para uma nova maneira de sentir a
vida amorosa, confiante e esperançosamente. Mas se faz urgente!
Como começar?
- ser
agradecida àqueles que nos tratam com atenção, carinho e cuidado;
- reconhecer
quem amamos e demonstrar afeto, atenção e amor;
- estar
tranquila, serena e confiante que nada de ruim vai me acontecer, e que tenho
limitações que preciso aceitar;
- aprender a
me amar e me cuidar sem exigências e críticas destrutivas e desmotivadoras;
- estar em
conexão constante com minha paz interior e com o amor incomensurável do
universo.

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