DATA: 10-05-2017
É assim
mesmo que me sinto durante a rebordosa, o alvoroço dos efeitos da quimioterapia:
queremos sumir e acabar com o suplício, porém, magicamente tudo passa e a
vida nos chama.
Por que
tantos momentos de contradição, de extremos?
Nos obrigando
ao exercício do desapego, da simplicidade na sua forma mais despojada?
Nada tem
importância, contudo tudo é vital para nossa qualidade de vida.
Cada vez mais desejo a solidão, a não convivência, para
que seja possível reconhecer-me, saber sentir, escutar e perceber meus
sentidos.
Quero escolher o dia de hoje, quero não querer o outro, as
coisas, o inútil, o supérfluo, a ilusão.
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