Casei com a idéia da possibilidade de fazer diferente, de realizar mudanças. Carregada de ideais e carências. Levava a vida na pasmacenta rotina, entedeada, vazia e frustada.
Meus irmãos cada vez mais distantes: acabaram-se as brincadeiras ...cada um traçando seu destino.
Solidão em compartilhar, parcos significados, minguadas perspectivas, um ambiente social pouco atraente e um sacudir incessante de hormônios...
Eu pensei em mim, não pensei em nós...que contradição ....
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim, vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"
Amava a idéia de liberdade, amava a aventura, os desafios, as dificuldades, o exercício da capacidade de se dar bem, se virar, vencer, descobrir....
Não amei meu parceiro! Era um estranho, foi somente mais um obstáculo que criei para testar minha capacidade de superação...meu Deus, que estratégias suicidas, cruéis e tenebrosas, que arapucas me metia...tudo para testar o limite de minha resistência!
Foram 5 anos, dos 17 aos 22 anos, quatro filhos, sem cachorrros, gatos ou papagaio...nada no coração e muita obra pra construir!
Saí sem me despedir, pois de nada me apeguei, de tudo me afastei, sem dó, sem coração.
A lição eu aprendi e carrego comigo: descobrir o que NÃO quero é o primeiro passo pra liberdade!
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